quarta-feira, 25 de março de 2009

Cidade Maravilhótica


Rio de Janeiro, cidade da maravilha e do caos.
Até o Cristo Redentor é maravilhoso e caótico,
tão maravilhoso que abre os braços, convidando,
assim, gente de todo o mundo, porém, simultaneamente,
tão caótico, que não abraça ninguém, não afaga, não
protege. Apenas olha tudo, e de cima...


Maravilhosa, mas caótica.
E sabe qual o porquê?
É que depende da ótica.
Tá nos olhos de quem vê.

Mas e os olhos, estão onde?
Na nobre e bela zona sul,
ou no morro que ela esconde?

Nos puteiros, ou igrejas barroquinas,
Nas casas de santo e nas favelas,
Ouço o pranto das querubinas
Vejo que santas, são todas elas...

"Perdoa, oh Pai , nosso Rio de Janeiro..."
Passará o Cristo de Redentor, a redimido?
Perdoa Rio, nosso velho não é curandeiro,
Abre os braços, sem abraçar os oprimidos.


É este, o sétimo dia, o do descanso sagrado?
Let it be, let it be, deixe estar, deixe estar
E até quando estaremos deixados?

Um comentário:

  1. "É que depende da ótica."
    Realmente...
    Eu admito que a realidade do Rio é deprimente, mas eu não consigo enxergar só isso. Vejo beleza atrás de beleza que não consigo ver em nenhum lugar que já conheci até agora. O dia que tiver que sair daqui, vou sair com a lembrança mais bonita do meu Rio.

    Lindo seu blog Amanda, continue assim com as suas poesias.

    stephanye

    ResponderExcluir