
Rio de Janeiro, cidade da maravilha e do caos.
Até o Cristo Redentor é maravilhoso e caótico,
tão maravilhoso que abre os braços, convidando,
assim, gente de todo o mundo, porém, simultaneamente,
tão caótico, que não abraça ninguém, não afaga, não
protege. Apenas olha tudo, e de cima...
Maravilhosa, mas caótica.
Até o Cristo Redentor é maravilhoso e caótico,
tão maravilhoso que abre os braços, convidando,
assim, gente de todo o mundo, porém, simultaneamente,
tão caótico, que não abraça ninguém, não afaga, não
protege. Apenas olha tudo, e de cima...
Maravilhosa, mas caótica.
E sabe qual o porquê?
É que depende da ótica.
Tá nos olhos de quem vê.
Mas e os olhos, estão onde?
Na nobre e bela zona sul,
ou no morro que ela esconde?
Nos puteiros, ou igrejas barroquinas,
Nas casas de santo e nas favelas,
Ouço o pranto das querubinas
Vejo que santas, são todas elas...
"Perdoa, oh Pai , nosso Rio de Janeiro..."
Passará o Cristo de Redentor, a redimido?
Perdoa Rio, nosso velho não é curandeiro,
Abre os braços, sem abraçar os oprimidos.
É este, o sétimo dia, o do descanso sagrado?
Let it be, let it be, deixe estar, deixe estar
E até quando estaremos deixados?
Mas e os olhos, estão onde?
Na nobre e bela zona sul,
ou no morro que ela esconde?
Nos puteiros, ou igrejas barroquinas,
Nas casas de santo e nas favelas,
Ouço o pranto das querubinas
Vejo que santas, são todas elas...
"Perdoa, oh Pai , nosso Rio de Janeiro..."
Passará o Cristo de Redentor, a redimido?
Perdoa Rio, nosso velho não é curandeiro,
Abre os braços, sem abraçar os oprimidos.
É este, o sétimo dia, o do descanso sagrado?
Let it be, let it be, deixe estar, deixe estar
E até quando estaremos deixados?

